Renegociação de dívidas: como escolher a melhor opção, de forma rápida?

Finanças
renegociação de dividas

A necessidade de renegociação de dívidas, embora seja uma situação pela qual nenhum empresário deseja passar, pode surgir ao longo da atuação de qualquer tipo de empresa. Nessa hora, é preciso ser estratégico, tomar decisões com base em dados e ajustar as contas para manter o negócio saudável.

A organização financeira é um dos pilares que sustentam as atividades de uma empresa ao longo do tempo. Ter um bom controle sobre os ativos e passivos do negócio é, sem dúvida, o que permite apoiar as atividades em diferentes cenários, projetar seu crescimento e investir de forma sustentável.

No entanto, sempre existem variáveis que podem interferir nas atividades do negócio, prejudicando suas finanças, como o cenário da inadimplência e vendas. Saiba que essa realidade não é motivo para desespero e nem para a tomada de decisões precipitadas.

Como veremos a seguir, o endividamento da empresa pode ser contornado. Para isso, saber como renegociar as dívidas de forma eficiente é o caminho mais indicado a se seguir. Para ajudar, preparamos este artigo com dicas estratégicas para dar a volta por cima. Confira!

Antes da renegociação de dívidas, 3 pontos de atenção

Antes de partir para a renegociação de dívidas da sua empresa, é fundamental que você avalie alguns pontos importantes, sobretudo no que diz respeito à realidade financeira e estrutural do negócio.

Esse conhecimento o ajudará a negociar de forma mais precisa, evitando a recorrência da dívida ou que a empresa não consiga cumprir os termos da renegociação. A seguir, listamos 3 pontos de atenção que você precisa considerar antes de renegociar as dívidas. Acompanhe!

1. Momento financeiro da empresa

Ter ciência sobre a saúde financeira do negócio é um dos primeiros passos para se realizar uma renegociação benéfica. Esse entendimento é a base para decisões mais acertadas, evitando, por exemplo, que se assuma pagamentos mais elevados em um momento que a empresa não é capaz de arcar.

No mais, entender o momento financeiro do empreendimento é necessário para se avaliar se a dificuldade financeira é temporária, se está ligada a um fator sazonal ou se é algo estrutural, o que exigiria mais tempo para a sua recomposição. Vale lembrar que, ao renegociar uma dívida, você assume um compromisso durante um tempo, caso a quitação não é feita no ato.

2. Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é um indicador altamente estratégico para qualquer empresa. É ele o responsável por trazer uma noção mais precisa dos gastos e receitas do negócio, ajudando o empresário a compreender melhor o cenário financeiro real.

Não ter uma real dimensão sobre ativos e passivos da empresa mês a mês, pode ser um erro grave. Essa falha dificulta qualquer decisão, pois o empresário não conhece a dinâmica das finanças do negócio e nem consegue ter uma previsão das entradas e saídas para, então, assumir um compromisso como a renegociação.

3. Comunicação com parceiros e fornecedores

Antes de partir para uma renegociação, é muito importante que você estabeleça uma comunicação transparente com parceiros e fornecedores sobre a situação do negócio. Esse ponto é primordial para manter as operações da empresa em normalidade, cumprindo seus contratos e parcerias de forma saudável.

A renegociação pode afetar o orçamento da sua empresa. Por isso, é possível que alguns desajustes ocorram. Desse modo, por exemplo, pode ser necessário reajustar contratos com fornecedores, avaliar custos e rever parcerias. Tudo para contribuir para a manutenção e longevidade da empresa.

Os erros mais comuns ao renegociar dívidas

A renegociação de dívidas é um momento sensível para muitas empresas. Esse cenário, de alguma forma, indica fragilidade nas finanças e uma tolerância ainda menor a erros e prejuízos financeiros.

Por essa razão, é preciso ser estratégico na renegociação, evitando erros que podem vir a atrapalhar a empresa a sair das dívidas de vez. Veja, a seguir, quais os erros mais comuns na renegociação de dívidas que você deve evitar:

  • não listar e organizar a lista de dívidas;
  • comprometer os ganhos da empresa com pagamento de dívidas;
  • ignorar a estrutura de um orçamento;
  • não identificar as causas de inadimplência;
  • não definir prioridades;
  • não oferecer bens como garantia;
  • não avaliar a taxa de juros em contratos financeiros;
  • não buscar auxílio;
  • parcelar o saldo devedor em inúmeras parcelas, desconsiderando os custos.

4 dicas para escolher a melhor opção para renegociar as dívidas

Dito tudo isso, agora queremos ajudar você a renegociar as dívidas da sua empresa da melhor maneira possível. A seguir, listamos 4 dicas que o ajudarão a identificar melhores oportunidades e tomar decisões mais seguras e estratégicas. Confira!

1. Avalie as condições de empréstimos

Uma das alternativas mais comuns encontradas por empresas na hora de sair da inadimplência é recorrer aos empréstimos. No entanto, apesar de ser uma possibilidade, é preciso avaliar bem quão vantajosa pode ser essa opção de crédito.

Em regra, os empréstimos estão associados a altas taxas de juros, além de uma série de exigências por parte das instituições financeiras. Sendo assim, antes de qualquer decisão, avalie as condições de um possível empréstimo, considerando itens como:

  • taxas de juros aplicada;
  • custo efetivo total;
  • garantias exigidas;
  • multas e outras penalidades;
  • cláusulas contratuais e afins.

2. Analise toda a documentação proposta pelo credor

Antes de ir em busca do próprio credor para tentar renegociar uma dívida, é muito importante que antes você realize uma avaliação minuciosa dos documentos que estão relacionados com o objeto da dívida, como um contrato de financiamento.

Esse cuidado prévio é fundamental para a identificação de eventuais erros e ilegalidades nesses documentos, como a prática de taxas abusivas ou a presença de cláusulas contratuais excessivamente onerosas. Uma renegociação efetiva só será possível quando tudo estiver em conformidade com as leis.

3. Faça um planejamento prévio da renegociação

Outro cuidado essencial que se deve tomar ao renegociar uma dívida é fazer um planejamento prévio dessa renegociação, já projetando cenários financeiros futuros. Por exemplo, antes de aceitar a proposta, é preciso saber se a empresa será capaz de honrar com os seus termos durante todo o prazo em que estiver em vigência.

Desse modo, é muito importante colocar tudo no papel, efetuando os cálculos com base no faturamento provável da empresa e o seu lucro, após descontados os custos, tributos, despesas etc. Ou seja, é preciso saber se haverá capital suficiente para assumir a renegociação ao longo do tempo. Do contrário, o endividamento pode se repetir.

4. Solicite análises de diferentes cenários de pagamento

Para encontrar a melhor opção em uma renegociação, é preciso que você conheça as diferentes alternativas possível para se chegar em um acordo justo. Desse modo, a recomendação é sempre solicitar ao credor a análise de diferentes cenários de pagamentos.

Ou seja, é importante que você avalie, dentro das alternativas possíveis, qual delas é mais vantajosa e condizente com a realidade financeira da empresa. Por exemplo: ao parcelar a dívida, simule pagamentos em diferentes prazos, considerando as taxas de juros aplicadas e o custo final. Em muitos casos, pode ser mais viável saldar a dívida mais rapidamente para reduzir os juros.

Como vimos neste artigo, a renegociação de dívidas é um processo que exige estratégia. Entender o cenário atual da empresa, assim como conhecer melhor as possibilidades existentes na hora de renegociar, sem dúvida, pode tornar o processo mais simples e efetivo, garantindo, assim, a continuidade e saúde financeira da sua empresa.

Então, gostou do nosso artigo? Aproveite para aprender mais sobre finanças empresariais. Confira nosso conteúdo sobre análise de saúde financeira e entenda como realizá-la de forma eficiente!

Publicada em 18/12/2019 - Fonte: Serasa Experian
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