Principais características de um empreendedor de sucesso e como se formalizar

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Veja as principais características de um empreendedor de sucesso e saiba como gerenciar um negócio

O sonho da maioria dos brasileiros é abrir sua própria empresa, fazer o seu próprio horário, ter seus objetivos e metas e ganhar seu dinheiro. Alguns têm a ideia de gerar impacto social, outros de revolucionar um mercado já existente e sólido, e assim por diante.

Mas, se você quer ser empreendedor, antes de se aventurar pelo mundo desconhecido do empreendedorismo é preciso pesquisar bastante, traçar metas e ter claro seu objetivo a curto, médio e longo prazo.

Sendo assim, conheça as características de um empreendedor de sucesso, aprenda a fazer um bom planejamento, veja todas as etapas para registrar a sua empresa – regras e regulamentações, saiba como escolher o nome, o logo e, principalmente, o local do seu negócio, dentre outros detalhes.

Saiba que, com as informações certas, persistência e organização, você vai ver que é mais fácil do que imagina abrir e regularizar a sua empresa! Veja abaixo dicas importantes que vão descomplicar esse processo.

1 – Estou pronto para ter um empreendimento?

Toda pessoa, ou a maioria, quer independência financeira, seja abrindo seu próprio negócio ou com carteira assinada por terceiros. Se você optou por abrir um negócio, antes, deve se perguntar se está pronto para tornar-se um líder e arcar com grandes responsabilidades.

Por isso, além de estudar e conhecer muito todos os aspectos do setor que quer atuar e do seu negócio em geral, é recomendado que sejam realizados cursos de capacitação em diversas áreas como, por exemplo, administração, marketing e até um coaching empresarial.

Os cursos e estudos serão a base para suas tomadas de decisão, sabendo disso, desfrute ao máximo dessas oportunidades. Outra dica importante: frequente eventos. Como assim? A frequência e participação ativa em eventos relacionados ao seu setor de interesse vai aguçar sua criatividade e ampliar seu networking.

Lembre-se que, você será o grande responsável pelo sucesso ou fracasso da empresa, por isso evite passar decisões importantes para terceiros, pelo menos nos primeiros meses de empresa. Você deve ter consciência de que agora será o maior responsável pelas tomadas de decisão do lugar onde trabalha e que suas decisões irão impactar diretamente a vida dos colaboradores e clientes.

2 – Defina o setor de atuação da sua empresa

Após estudar e frequentar eventos relacionados ao seu setor de interesse, é hora de avaliar rigorosamente o setor que você se identifica para abrir seu negócio. Depois de meses de estudo aprofundado, você precisa definir se tal setor faz sentido para você e para o seu futuro negócio.

Por exemplo, será um e-commerce de artigos para presente, uma loja física de roupa, enfim, fica a seu critério. Lembre-se, independentemente do setor, seu negócio precisa ter um diferencial para conseguir visibilidade e clientela.

3 – Pense na viabilidade da ideia

Um produto revolucionário, mas que, de repente, só atende um pequeno grupo de pessoas ou só uma determinada região do país, por exemplo, terá dificuldades para crescer e, consequentemente, não terá sucesso a longo prazo.

É aqui, nesta etapa, que você aplica o rigoroso estudo de mercado feito anteriormente, além de identificar os futuros clientes e suas necessidades, você precisará apresentar soluções reais para os problemas mencionados.

4 – Defina o capital inicial para tirar sua ideia do papel

O ideal quando se abre um negócio é que você tenha um dinheiro guardado para não precisar recorrer a empréstimos bancários, pois complementar o capital inicial da empresa com recursos dos bancos pode ser uma ameaça ao futuro da empresa.

Geralmente, nos primeiros meses ou até 1 ano, a lucratividade pode não ser alta o suficiente para compensar as dívidas, gerando juros, e isso dificultará bastante ficar no orçamento.

Ao calcular o capital inicial, leve em consideração todos os recursos essenciais para dar início às atividades. Acrescente no seu cálculo, por exemplo, a aquisição de mercadorias, gastos com a decoração da loja, site, estoque, divulgação, entrega, etc. Manter um capital de giro para as despesas dos primeiros meses também é uma boa forma para evitar futuras dores de cabeça.

Tanto o capital de giro, como despesas e contratações devem estar listadas e apresentadas dentro do planejamento inicial do negócio, que é feito, logo, após estudar o setor e definir o negócio de atuação.

5 – Conheça os custos do negócio

O empreendedor iniciante, por falta de conhecimento do mercado, infelizmente, não consegue compreender todas as despesas que terá durante suas atividades empresariais como, por exemplo, gastos como o 13º salário ou FGTS.

Outra despesa importantíssima, que não pode ser esquecida, é a carga tributária. Lembre-se que, pequenos empresários podem ser beneficiados pelo Simples Nacional, mas também há os regimes de Lucro Real, Lucro Presumido e Lucro Arbitrado. Por isso, se informe e, caso não tenha conhecimento dessas questões, procure um profissional que possa te auxiliar.

Por causa dessas despesas e, lógico, imprevistos que acontecem, recomenda-se a formação de uma reserva de contingência para que o empreendedor não seja pego desprevenido. Nesse caso, após estudar as possibilidades e entender as necessidades do seu negócio, você pode até optar por um empréstimo. Não esqueça de incluir essa ação no seu planejamento financeiro.

moedas de real, espalhadas
Separe suas finanças pessoais e da empresa.

6 – Separe suas finanças pessoais das finanças da empresa

Pode parecer óbvio e até clichê, mas apesar de ser uma ideia bastante simples, muitos empresários iniciantes têm dificuldade em separar as finanças. Muitos acabam por usar seu capital pessoal para quitar dívidas da empresa e vice-versa.

Para evitar essa confusão, é importante definir um salário (pró-labore) para os sócios de acordo com a lucratividade da empresa. Vale lembrar que, o pró-labore só existe quando o sócio trabalha na empresa. Caso o sócio/investidor não trabalhe ativamente na empresa, ele participa da divisão de lucros.

Entretanto, é importante lembrar que, nem todo o lucro deve ser repartido entre os sócios, pois uma parte do montante deve se reinvestido na empresa para que ela se desenvolva e cresça de maneira saudável e sustentável.

7 – Quanto custa abrir uma empresa?

De acordo com a pesquisa realizada pela Firjan, o custo médio de abertura de uma empresa é de R$ 2.038, podendo variar em até 274% entre os diferentes municípios do país.

Além disso, considere as despesas como, por exemplo, aluguel, reformas e honorários de prestadores de serviços, que são suportados pelo empresário antes mesmo de iniciar suas atividades. Importante lembrar que o ponto empresarial já deve estar montado desde o início do processo de registro.

Isso é necessário porque o zoneamento da cidade pode impedir o exercício de determinadas atividades em certos locais e a fiscalização dos órgãos de regulação, como bombeiros e vigilância sanitária, é feito durante o processo de registro, para finalmente ter um alvará de funcionamento.

Formalização:

A formalização do negócio é o primeiro passo para o início das suas atividades empresariais, pois sem essa etapa do processo você está infringindo algumas leis e prejudicando você e o seu negócio. A falta de algum documento solicitado por órgãos governamentais poderá atrasar ou até inviabilizar a abertura do seu empreendimento.

FIQUE ATENTO: Mesmo após ter o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), e a inscrição na Previdência Social, há uma série de registros, licenças e alvarás municipais e estaduais que você irá precisar para funcionar legalmente.

Como essas questões tributárias e regulatórias são mais complicadas, e nem todo empreendedor tem conhecimento do assunto ou tempo, indicamos que você procure um contador que conheça a legislação local.

Para te ajudar, listamos abaixo os principais documentos necessários para abrir uma empresa.

  • 1 – Elaborar o contrato social
  • 2 – Registro na junta comercial
  • 2.1 – Alvará de localização e funcionamento
  • 3 – Inscrição estadual
  • 4 – Licenças e inscrições nos órgãos de regulação estaduais e municipais

Segundo pesquisa do Banco Mundial, abrir uma empresa no Brasil leva, em média, 53 dias. Somente a burocracia fiscal consome 2,6 mil horas por ano, em média. É um dos processos mais longos do mundo!

No ranking que avalia a facilidade para fazer negócios, o Brasil está em 130º, entre 185 países. Por isso, se você quer empreender e ter uma empresa de sucesso, precisa ter persistência e aprender a driblar esses problemas.

Lembre-se de saber quais são os tributos a serem pagos, prazos para liberação de alvarás e quais as certidões necessárias para seu negócio funcionar normalmente, sem restrições, evitando problemas futuros.

Gostou de saber mais sobre abrir uma empresa? Caso tenha ficado com dúvidas, entre em contato e saiba mais! 😉

Publicada em 11/09/2018 - Fonte: Biva
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