6 lições de gestão financeira para pequenas empresas no cenário atual

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gestão financeira para pequenas empresas

Cenários econômicos difíceis, como o de agora, sempre proporcionam um desafio a mais à capacidade de recuperação dos negócios de pequeno porte. Ao mesmo tempo, lançam muitas dúvidas acerca do que seria, afinal, a melhor gestão financeira para pequenas empresas.

Conforme o tempo passa e o horizonte ganha contornos mais nítidos, algumas importantes lições são tiradas. Geralmente, elas são ilustradas pela experiência positiva de gestores que, apesar de todas as dificuldades financeiras, conseguiram manter suas empresas em posição de destaque no mercado. Quer saber como?

Conheça, a seguir, 6 aprendizados essenciais para proteger o seu negócio ao longo de qualquer período de instabilidade financeira!

1. Saiba o papel fundamental de um planejamento financeiro

Impossível não começarmos pela importância de criar e, principalmente, colocar em prática, um planejamento financeiro viável e eficaz. Preste bastante atenção ao segundo ponto, pois muitas empresas elaboram planejamentos impecáveis, mas simplesmente não o executam.

Aqui, o objetivo consiste em elencar um conjunto de ações que ajudem a organizar o caixa da empresa. Em outras palavras, você deve considerar todo o orçamento previsto para os próximos meses e anos.

Se der uma boa olhada ao redor, verá que a revisão do planejamento orçamentário de todas as empresas sofreu alguma mudança. Na prática, considere os seguintes aspectos durante o desenvolvimento do planejamento estratégico, pois é ele que norteará a gestão financeira do seu negócio:

  • defina metas e objetivos financeiros — especifique cada um deles ao máximo, pois todos os colaboradores, de todas as equipes e departamentos, devem saber onde a empresa quer chegar;
  • elabore um plano tático — os profissionais também esperam ser devidamente orientados com relação às estratégias a serem adotadas pela organização;
  • estabeleça um cronograma — também é imprescindível organizar um conjunto de ações em um calendário, pois as metas e objetivos devem conter prazos.
  • sempre mantenha um fundo de emergência — tal reserva é essencial para sustentar a empresa durante o tempo em que ela estiver com uma queda na receita. Enquanto faz um diagnóstico da situação e avalia quais medidas empregará como solução, você terá a tranquilidade de honrar os compromissos financeiros de curto prazo.

2. Aprenda a importância da análise de diferentes cenários

Quando um período de incerteza financeira entra em vigor, ninguém sabe dizer por quanto tempo ele permanecerá em nossas vidas. Independentemente disso, uma gestão empresarial profissional deve embasar suas ações em prognósticos. Esse é outro ponto decisivo para a melhora da gestão financeira de pequenas empresas.

Para considerar todos os possíveis desdobramentos, fica mais fácil ilustrá-los via projeções de cenários. Não se trata de ser, exclusivamente, otimista ou pessimista. Em vez de se perder em qualquer um dos dois, opte por trazer à gestão financeira uma visão realista do momento, derivada dos desafios financeiros impostos pelas circunstâncias.

Basicamente, você precisa considerar quais seriam as receitas e despesas dos próximos períodos, de acordo com as diferentes movimentações do mercado. Note que as especificidades econômicas do nicho de atuação da sua empresa, análises internas, e alterações de comportamento dos clientes merecem menção.

As projeções de cenários envolvem o curto, médio e longo prazos. Em curto prazo, vale a pena observar:

  • controle de métricas;
  • negociação de acordos firmados com fornecedores;
  • alterações das formas de pagamento.

No médio prazo, é importante verificar:

  • capital necessário para a plena estabilidade do negócio;
  • revisita aos planos de carreiras oferecidos;
  • análise minuciosa do potencial de crescimento financeiro do negócio diante das dificuldades.

E no longo prazo:

  • reavaliação do potencial de crescimento em períodos mais distantes;
  • planejamento da implantação das melhorias necessárias para suprir as novas demandas do público-alvo.

3. Considere a relevância do capital de giro

Um dos motivos que mais tiram o sono dos empresários de pequenas e médias empresas é o capital de giro. Normalmente, a esmagadora maioria dessas organizações, simplesmente, não conseguem manter as portas fechadas por cerca de 30 ou 60 dias, sem que as finanças do caixa se evaporem.

Sem capital de giro, como a própria expressão sugere, o negócio não se movimenta. Estático, falta dinheiro para pagar funcionários, comprar matéria-prima e, principalmente, custear os gastos inerentes às vendas a prazo.

Diante da intensificação da acirrada concorrência, a solução encontrada por muitos administradores de pequenos negócios reside na flexibilização das formas de pagamento. Até aí, tudo bem, já que se trata de uma prática comum nos dias atuais.

O grande problema é que existe um gargalo financeiro, gerado pelo tempo entre o recebimento das parcelas por parte dos clientes e a necessidade de pagar fornecedores. Em períodos econômicos complicados, as pessoas tendem a perder o controle de suas próprias finanças.

Cedo ou tarde, isso acaba reverberando negativamente no caixa das empresas, que deixam de receber ou recebem com atrasos. Na outra ponta, o dono de um pequeno negócio não costuma ter recursos para esperar pela regularização dos clientes inadimplentes.

4. Aproveite o poder de uma gestão financeira organizada

Ao organizar melhor as finanças e agir conforme os planejamentos (estratégico, financeiro e orçamentário), a empresa fica menos vulnerável às intempéries do mercado financeiro. Na pior das hipóteses, passa a ter mais condições de se sustentar, enquanto aguarda pela chegada de um novo período, mais harmônico.

Tudo que é preparado com antecedência aumenta a probabilidade de sucesso final. Isso se aplica a qualquer tipo de negócio, independentemente do seu porte. A interferência de fatores externos é inevitável e continuará a ocorrer em qualquer época. A pergunta que você deve se fazer é se sua empresa está preparada para apresentar reações a ela.

5. Saiba como a redução de gastos pode minimizar os danos de uma crise

Por mais que a situação financeira da sua empresa esteja confortável no início de um período de crise, você deve tentar se antecipar ao futuro da melhor maneira possível. Como ninguém sabe exatamente o que vai acontecer, a saída é acionar o alerta e refazer os cálculos.

À medida que o intervalo problemático se alonga, é preciso adotar planos alternativos e, é claro, firmar acordos temporários com funcionários e fornecedores. A compra de matéria-prima, por exemplo, feita por uma dada indústria antes das circunstâncias adversas virem à tona, certamente, foi alterada.

A depender da gravidade da situação, é necessário até suspender a entrega por um intervalo indeterminado. Não há razão para ampliar os estoques perante um cenário de diminuição gradativa do consumo de sua base de clientes.

6. Entenda como lidar com clientes inadimplentes

Por fim, destacamos a importância de controlar a taxa de inadimplência do seu negócio. Como comentamos, uma das causas do baixo capital de giro de pequenas e médias empresas é o pagamento irregular dos clientes. O caso piora quando o problema evolui do atraso para a consolidação da dívida.

Manter o bom relacionamento com o cliente é essencial. Nesse sentido, vale a pena ponderar a respeito da terceirização de cobrança, que ficará nas mãos de especialistas. Simultaneamente, você também precisa providenciar um plano para tentar recuperar os valores aparentemente perdidos.

Atualmente, seu negócio tem o benefício de contar com um intermediador, que protege a imagem da sua empresa. Repare que isso também faz parte do processo de aprimoramento de uma gestão financeira para pequenas empresas.

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Publicada em 09/09/2020 - Fonte: Serasa Experian
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