Falência de empresas: como evitar que o seu negócio corra este risco?

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Devido à crise econômica, alta concorrência no mercado e gestão ineficiente, é comum que algumas empresas entrem em processo de endividamento, ameaçando sua saúde financeira. Dependendo da gravidade da situação, isso pode levar até mesmo à falência.

O trâmite desse processo traz muita insegurança não somente para o gestor, mas também para os colaboradores. Essa decisão costuma ser difícil e precisa ser analisada com cuidado, averiguando todas as possibilidades disponíveis para evitar que o negócio feche as portas.

Pensando nisso, preparamos este post com o objetivo de mostrar outras saídas, para evitar a falência da sua empresa. Continue lendo e entenda!

Afinal, o que é concordata e falência?

A falência de empresas pode ser decretada quando o negócio passa a ser insolvente; ou seja, quando os ativos empresariais não são mais satisfatórios para sanar suas dívidas. Refere-se a um processo judicial em que a empresa não funciona corretamente e, portanto, um administrador judicial toma o controle do negócio.

Esse administrador é responsável por vender os bens e ativos do negócio, além de sanar suas dívidas, conforme a ordem de preferência determinada pela lei:

  • despesas fundamentais à administração da falência;
  • créditos trabalhistas;
  • outros credores definidos pela Lei de Falências (n° 11.101/05), que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e o processo de falência.

A concordata, por sua vez, também está ligada à fase crítica da empresa, mas apresenta características diferentes em relação à falência. A distinção básica é que o negócio não para de operar. Na realidade, o juiz estipula ao gestor uma prorrogação do pagamento de seus débitos com ou sem garantia real.

Nesse caso, a empresa tem uma oportunidade de tentar restabelecer a sua saúde financeira. O juiz nomeia um comissário — o qual pode ser um credor — e ele auxiliará nas estratégias utilizadas pelo empresário. Essa modalidade era prevista no Decreto Lei 7.661/45, que foi substituído pela Lei 11.101/05. Com essa nova lei, a modalidade não deixa de existir, mas recebe novo nome, sendo hoje chamada de “recuperação judicial”.

Na prática, essa é a primeira opção a ser seguida na tentativa de salvar uma empresa que apresente problemas financeiros. O gestor deixa de arcar com suas dívidas por um certo tempo e utiliza esse dinheiro na tentativa de reerguer o negócio. A Lei de falências trouxe essa medida com o objetivo de evitar a falência de uma empresa economicamente instável, permitindo que haja a oportunidade de recuperação, para manter suas operações e assegurar os empregos diretos e indiretos.

O que devo fazer para evitar a falência?

Para operar um negócio corretamente, é preciso ter um bom planejamento e realizar negociações eficientes para manter as finanças em dia. Por isso, confira algumas dicas para que seu negócio não entre nas estatísticas de empreendimentos fracassados:

Planeje bem seus investimentos

Assim que uma empresa cresce, é possível pensar em novas estratégicas como criação de filiais, ampliação física, novos produtos e serviços, entre outros. Contudo, antes de implementar essas ações, é fundamental fazer uma boa gestão financeira.

Há previsão de retorno para os custos relacionados? Será preciso utilizar recursos de outras fontes para dar esse passo? Essas e outras perguntas, juntamente ao estudo de todas as informações da gestão financeira são essenciais para organizar os investimentos de forma correta.

Acompanhe as finanças do negócio

Não há um negócio bem-sucedido que tenha um gestor estagnado e que desperdice recursos financeiros. Muitos fornecedores e, até mesmo, concorrentes podem relutar em negociar com empresas que apresentem administradores falidos ou com uma empresa que esteja apresentando problemas de desorganização financeira.

Compreenda o que é lucro e o que não é

Receita e lucro apresentam diferenças. A receita é a quantidade total de recursos financeiros apurados pela empresa em um certo tempo com a venda de mercadorias e serviços.

O lucro é calculado por meio da diferença entre receita e custo. Existem custos relacionados à aquisição de itens, à manutenção de estoque, às matérias-primas, aos impostos etc. É essencial não confundir o capital arrecadado nas vendas com o lucro.

Antecipe os problemas

É natural, na história de qualquer empresa, haver momentos de crise. O diferencial está em antecipar os problemas, a fim de evitá-los ou minimizar seus impactos. Isso pode ser feito por meio de uma gestão de riscos, na qual os gestores analisam possíveis cenários e estudam recursos e saídas para a solução de cada situação.

Outra ação interessante, nesse sentido, é a de atentar ao período pós-venda. Mantendo o contato com o cliente e nutrindo uma boa relação após a venda, fica mais fácil prever possíveis problemas, antes que eles ocorram, e, assim, tomar as medidas necessárias para evitá-los.

Desenvolva um plano de negócios

Um plano de negócios é uma ação muito importante para o bom funcionamento da empresa. No entanto, é comum que gestores negligenciem esse documento por não compreenderem sua importância.

O plano oferece a estrutura e as informações necessárias, como situações de mercado, orçamento necessário, planos de marketing, probabilidades de lucro, entre outros. Em tempos de crise, a possibilidade de falência de empresas é uma realidade e contar com um plano de negócios é a chave para superar os obstáculos cotidianos.

Quais as opções que devo verificar?

Para evitar a falência, pode-se realizar antes um pedido de recuperação judicial. Isso normalmente ocorre quando o negócio não tem mais capacidade de pagar suas dívidas. Então, a empresa entra em moratória, a fim de arcar com suas despesas em prazos estendidos.

Há determinadas etapas para fazer esse pedido, sendo essencial contar com o auxílio de um profissional especializado. É preciso apresentar a situação patrimonial da empresa, os motivos da crise financeira e um plano detalhado de recuperação do negócio. Após entrar com a recuperação judicial, ocorrerá as seguintes fases:

  • deliberativa: o juiz decide se o pedido é procedente ou não;
  • execução: a empresa apresenta o plano de reestruturação, que será julgado de médio a longo prazo, dependendo do andamento do processo.

Quando devo pedir falência da minha empresa?

A empresa precisa promover uma avaliação de sua situação econômica, a fim de verificar se há possibilidade de recuperação ou se houve descumprimento da recuperação judicial. Caso constate a inviabilidade do pagamento de suas dívidas, ou não sendo possível recorrer ao processo de recuperação, você deverá requerer o fechamento da empresa. A solicitação exige alguns documentos para comprovar a situação econômica do negócio, como comprovantes de tentativas de recuperação da empresa, recibos de entrada e saída de capital, entre outros.

A falência de empresas está bastante recorrente nos dias de hoje, principalmente pela crise econômica e falta de conhecimento em como gerir um negócio corretamente. O ideal é sempre contar com uma ajuda especializada, que orientará e auxiliará você nos processos da empresa.

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Publicada em 18/09/2019 - Fonte: Serasa Experian
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