Como estruturar um acordo de pagamento de dívida?

Saúde Financeira
acordo de pagamento de dívidas

Ao longo de sua existência, toda pequena e média empresa estão sujeitas a enfrentar grandes desafios. Em alguns casos, a gestão interna até exibe ótimos resultados, mas o cenário externo coloca à prova a capacidade de resistência do negócio. Se você estiver em uma situação semelhante, saiba que é perfeitamente possível manter as contas em dia. Para isso, entretanto, há um ponto decisivo: estruturar um acordo de pagamento de dívidas.

Afinal, a preservação da saúde financeira da empresa depende essencialmente da forma como ela gerencia suas pendências. Com um planejamento apropriado, o caminho para reencontrar o equilíbrio e honrar os compromissos se torna mais fácil e seguro. Em um médio e longo prazo, seu negócio ganhará o fôlego necessário para voltar a crescer de modo contínuo.

Quer saber como se preparar para pagar as dívidas da sua empresa e ganhar tempo para organizá-la? Continue a leitura!

O que é um acordo de pagamento de dívidas?

Basicamente, este acordo resulta de uma negociação entre as partes interessadas — no caso, sua empresa e a instituição credora. Ao assinar o acordo, você assume que cumprirá as condições estipuladas no documento. Portanto, conferir todos os pontos apresentados é extremamente importante para assegurar que aquele acordo realmente contribua para a saúde do seu negócio.

Qual é a sua importância?

Um dos equívocos cometidos no meio corporativo é a busca por acordos financeiros somente após o vencimento de algumas parcelas. Observe que, ao financiar a compra de um equipamento para sua empresa, por exemplo, você fica endividado até o pagamento da última parcela. Qualquer atraso implicará na soma de multas ou juros — ou ambos.

Diante de algum imprevisto que ocasione um período de dificuldades financeiras, o ideal é renegociar valores e prazos de pagamento com antecedência. Ao encontrar boas soluções e não atrasar seus pagamentos, a empresa demonstra ao mercado que está preparada para encarar o cenário vigente.

Desse modo, um plano de acordo de dívida bem estruturado não só protege as finanças do negócio, como amplia suas chances de acesso ao crédito mercantil. Como se sabe, as linhas de crédito são fundamentais para que as empresas sobrevivam e continuem, mesmo com cautela, reinvestindo nas próprias operações.

O que avaliar para fazer um?

Antes mesmo de pensar em aderir a um acordo para quitar uma dívida, há alguns aspectos a serem considerados. Um deles diz respeito à origem da dívida. Se o montante devido estiver ligado a um empréstimo direcionado ao pagamento de débitos anteriores, é importante avaliar a viabilidade do acordo.

Em outras palavras, é aconselhável efetuar uma análise financeira aprofundada das finanças da organização. Mais especificamente, é imprescindível voltar os olhos para o índice de endividamento geral. Basicamente, esse indicador demonstra qual é a parcela do caixa destinado ao pagamento de débitos com terceiros. Isso explica porque o acordo em questão deve estar embasado na projeção de receita dos próximos meses.

Como estruturar um acordo de pagamento de dívida?

Se você está em busca de um acordo satisfatório para a manutenção do seu negócio, deve ficar atento a alguns fatores. Todos eles são preponderantes para o sucesso da negociação durante todo o intervalo em que ela estiver vigente.

Valor total da dívida

Elementar para qualquer renegociação de dívida, você precisa confirmar o valor exato do saldo devedor total. Você saberia dizer exatamente quanto sua empresa deve hoje? Alguns empresários evitam somar as pendências para não se assustarem com o resultado. Além de preocupante, esse comportamento não resolve o problema. Na verdade, pode até piorá-lo.

Há pouco, nós mencionamos a relevância de se projetar as receitas. O mesmo raciocínio se aplica à projeção de custos e despesas regulares. Assim, as novas parcelas do total da dívida a ser renegociada devem ser incorporadas ao restante dos pagamentos da empresa. De posse de todos esses dados, é preciso simular os pagamentos — conforme cronograma de amortização do saldo devedor.

Taxa de juros

A política de juros vinculada à dívida é fator determinante para a facilitação ou complicação do pagamento restante. Quando a taxa de juros é muito elevada, a empresa fica com um fluxo de caixa apertado. Em tal contexto, fica difícil equilibrar as finanças, já que qualquer eventual diminuição da receita dificulta a gestão.

Como esse cenário não é nada saudável, presume-se que um acordo interessante ofereça juros mais razoáveis. Vale frisar que o elemento de sustentação da negociação deve ser a capacidade de a empresa pagar tudo o que deve mensalmente.

Isso significa que a busca por mais de um tipo de acordo é mais que bem-vinda. Afinal, é bem provável que os juros ofertados oscilem entre as diferentes instituições brasileiras. Em um mundo ideal, você deve preferir um acordo que conceda o menor prazo e taxa de juros. Caso seja impossível conciliar esses dois itens, é recomendado aderir a um prazo de pagamento ligeiramente mais longo e com baixa incidência de juros.

Valor inicial

O valor da entrada do acordo também é muito importante. Se a empresa puder integrar parte do seu fundo reserva para aumentar o montante da entrada, ela diminui o saldo devedor a ser parcelado. Com organização financeira, talvez seja possível se programar para encerrar a dívida em um tempo inferior ao esperado inicialmente. Tudo depende, é claro, do valor inicial a ser pago.

Gestão de custos

Estabelecer uma nova política de contenção de gastos também ajuda a aumentar o total de recursos disponíveis para o acordo em vista. Dessa maneira, o caixa da empresa estará melhor preparado para passar pelos meses seguintes.

Sempre é válido salientar que a administração de uma empresa também contempla a otimização da gestão de custos. Então, os benefícios proporcionados por ela se refletem em períodos que vão muito além de um cenário desafiador momentâneo.

Recuperação de crédito

Outro pilar da gestão financeira, que ganha destaque durante o acordo de pagamento de dívida, mas vale para qualquer momento, é a recuperação de crédito. Com um planejamento de cobrança bem desenvolvido, sua empresa ganha uma nova cultura de gestão de dívidas.

Desta vez, nós estamos falando sobre as pendências deixadas pelos clientes. Ao aprender a lidar com elas, seu negócio terá mais dinheiro em caixa e ainda fortalecerá os laços com os clientes.

Desde que o desconto concedido seja atrativo, o pagamento à vista será a melhor opção de pagamento de uma dívida. O problema é que tal liquidação em pagamento único está condicionada ao total do saldo devedor, o qual deve ser baixo para favorecer essa alternativa.

A boa notícia é que uma boa gestão de custos aliada a uma solução de cobrança diferenciada melhoram o fluxo de caixa. Assim, você ficará mais próximo de um acordo de pagamento de dívidas vantajoso para seu negócio.

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Publicada em 22/07/2020 - Fonte: Serasa Experian
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